Projetos residenciais sustentáveis começam a ser certificados pela Fundação Vanzolini, da USP
O tijolo é feito de terra e cimento-não passa pelo processo de queima na olaria. As telhas são de celulose reciclada. Uma das paredes é feita com caixa de leite e tubos de pasta de dentes, picados e aglomerados numa chapa. Na frente, a vegetação está meticulosamente posicionada para diminuir a temperatura interna. A construção é seca – não leva um único saco de areia. Com o charme quase irresistível do ambientalmente correto, a casa sustentável, de 40 metros quadrados, ainda é um protótipo e será apresentada hoje na Ambiental Expo. Fora do pavilhão, o mesmo apelo sustentável já começa a ser mote de vendas em empreendimentos residenciais.

Antes restrita aos imóveis comerciais de alto padrão, a certificação verde começa a ganhar terrenos entre os incorporadores de prédios residenciais. A Fundação Vanzolini, que emite o certificado Aqua em parceria com a francesa Qualitel, criou no Brasil um selo verde para empreendimentos residenciais. Dois contratos foram fechados: com a novata Ecomundo, da Bahia, e a paulista Casoi Desenvolvimento Urbano – que pretende construir um empreendimento popular em Pindamonhangaba dentro dos padrões exigidos pela certificação.

“Acreditamos que a economia que um empreendimento como esse gera no condomínio é um diferencial muito importante”, diz Hamilton Leite, da Casoi, que estima um aumento de, no máximo, 3% no custo da obra. O empreendimento será lançado em agosto e terá apartamentos de R$ 80 mil – que serão vendidas dentro do programa Minha Casa, Minha Vida – e casas de cerca de R$ 200 mil.
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