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Das práticas de cultivo ao equilíbrio ambiental e à aproximação da Natureza

Importância das hortas urbanas:
A necessidade do homem trabalhar a terra para daí extrair alimentos é uma questão de sobrevivência, mas a atração que o homem urbano sente pela atividade agrícola, não se explica só pela vontade de aceder a outros sabores, que não apenas os oferecidos pelas prateleiras dos supermercados.

Génese e desenvolvimento:
O fenômeno das hortas urbanas surgiu nos países do norte da Europa, durante a segunda metade do século XIX, como reação à diminuição dos espaços verdes na sequência da crescente industrialização e urbanização dos núcleos populacionais. Na Alemanha existem hortas urbanas desde 1864, ano em que se criou a primeira associação (Schreberverein), em Leipzig, prática que conheceu um novo incremento no rescaldo das duas grandes guerras do século XX, assumindo-se, então como um verdadeiro movimento social. Na Dinamarca, o país europeu com a maior percentagem de hortas urbanas, esta tradição remonta ao século XVIII.
Atualmente é uma prática corrente a nível internacional, caso de Los Angeles, Chicago, Londres e Sampetersburgo. Na Holanda, 33% da produção “verde” sai das grandes cidades.
Entre nós, a tradição de coexistência de espaços agrícolas no interior das cidades nunca foi completamente abandonada e Lisboa, Coimbra e Porto, entre outras cidades, têm atualmente projetos de sucesso de hortas urbanas, com especial ênfase na agricultura biológica. O Arquiteto Paisagista Gonçalo Ribeiro Telles tem sido um acérrimo defensor da prática da agricultura urbana como parte integrante do novo conceito de cidade, onde a agricultura de pequena dimensão joga um papel fundamental na redução da dependência alimentar do exterior.

Objetivos do projeto:
- Promover a agricultura urbana e contribuir para a segurança alimentar e a melhoria e diversificação das dietas;
- Facilitar o acesso dos agregados familiares à produção pecuária doméstica;
- Demonstrar que os espaços verdes também podem ter uma função de produção, para além da proteção e do recreio;
- Servir de modelo para a ocupação espontânea de terrenos abandonados ou sem uso definido, responsabilizando os munícipes pela gestão ativa dos espaços públicos;
- Recriar a ligação entre o campo e a cidade e incentivar o contacto com a Natureza;
- Fomentar a compostagem de materiais orgânicos, contribuindo para a redução desta fração nos resíduos sólidos urbanos (RSU);
- Melhorar a circulação da água e harmonizar a paisagem e o ambiente urbano em geral, favorecendo o conforto das populações e a biodiversidade potencial do meio.

Em Évora há mais de 20 terrenos abandonados para cultivar. A Câmara de Évora colocou à disposição dos seus munícipes mais de 20 terrenos abandonados da periferia, que serão divididos em lotes entre 25 e 50 metros e transformados em hortas urbanas.
Tal com dezenas de outras autarquias portuguesas, a câmara presidida por José Ernesto Oliveira quer conjugar sustentabilidade ambiental e a ajuda às famílias mais carentes.
Os lotes serão disponibilizadas à população, de forma gratuita, para a produção hortícola e floricultura, mas de acordo com regras já aprovadas. “É um projecto envolvente, no qual queremos a participação do maior número possível de pessoas. Já há interessados em dinamizar [as hortas urbanas, sobretudo associações de reformados e clubes desportivos de bairro]”, explicou José Ernesto Oliveira.
A maior parte dos terrenos já têm fonte de abastecimento de água, mas a Câmara de Évora irá disponibilizar este recurso, através de um reboque cisterna, aos que não tenham água própria. Paralelamente, em todos os espaços haverá um ponto de luz, de utilização colectiva.
O projeto faz parte da Agenda XXI, que fomenta práticas de consumo mais equilibradas, amplia a biodiversidade e promove o desenvolvimento sustentável e convivência comunitária, explica a Lusa.

http://www1.cm-funchal.pt

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