O tradicional fogão a lenha está sendo abandonado por muitas famílias cearenses. Uma nova e simples tecnologia, apelidada de fogão ecoeficiente, é a causa dessa mudança. O modelo criado por uma ONG do Ceará diminui os impactos ambientais e não causa danos à saúde.

O Ider (Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Energias Renováveis) foi o responsável por transformar os hábitos de, pelo menos, 17 mil famílias cearenses. O fogão sustentável reduz em até 40% a quantidade de lenha necessária para o seu funcionamento e sua estrutura impede que a fumaça gerada pela queima da madeira invada as casas.

A medida, inspirada nos países asiáticos, evita doenças respiratórias, evita desmatamento desnecessário e reduz as emissões de gás carbônico na atmosfera. Ao todo, a tecnologia já alcançou 65 cidades do estado do Ceará, mas nove mil famílias ainda usam o fogão a lenha tradicional.

Desde que o trabalho foi iniciado, em 2005, a ONG conseguiu melhorar a vida das famílias que receberam os fogões e ainda trabalhar com a capacitação de pedreiros, tornando-os aptos a praticarem mais uma atividade: fazer fogões sustentáveis.

O equipamento é produzido de maneira simples basta uma estrutura de ferro, que será a base do fogão, e um revestimento de tijolo. A fumaça é desviada para fora da casa por uma chaminé, assim são evitadas doenças respiratórias que atingem, principalmente, mulheres e crianças.

Há três anos o projeto conta com o apoio do governo do Ceará e a intenção da ONG é poder levar essa solução para um número cada vez maior de pessoas. Segundo o técnico do Ider, Ákilas Girão, ainda existem dois milhões de famílias no Nordeste, que dependem de fogão a lenha.

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