Centro Paranaense de Agroecologia é responsável pela criação e desenvolvimento do projeto

A estrutura da estufa tem um custo de 10% do valor da convencional, com estrutura de PVC ou metálica. Enquanto uma estufa convencional, de cerca 84 metros quadrados custa cerca de R$ 8 mil, a estufa de bambu fica em R$ 800,00, incluindo o plástico, informou Airton Brisolla, diretor-presidente do CPRA.

A estufa de bambu foi desenvolvida pelo professor e especialista paraguaio Guilhermo Gayo, com a contribuição dos alunos dos 17 colégios agrícolas de todo o Estado. “Neste final de ano (2007), ela foi apresentada ao governador Requião e aos secretários da Agricultura e do Meio Ambiente como exemplo de bioconstrução e representa uma tecnologia inédita no País”, destacou o diretor do órgão Filipe Fahrart

Para o governador, uma construção singela como a estufa de bambu representa a viabilidade econômica da agricultura familiar, que pode ampliar a produtividade e lucratividade de verduras e legumes. Requião disse que viu exemplos simples e eficientes assim na China onde um batedor de bambu com uma hélice circular de propulsão e um motor elétrico acoplado fazia a oxigenação dos rios e lagos tão bem quanto uma estrutura semelhante fabricada com metais.

“O processo moderno é associar o simples ao modelo eficiente e barato”, disse Requião. “Parece simples, mas o significado de uma estufa como essa é grande porque representa a independência do agricultor”, acrescentou. Com a estufa de bambu, os agricultores familiares não ficam dependentes das empresas fabricantes para manutenção das estruturas. O bambu é encontrado na propriedade, é resistente e suporta peso de até 18 toneladas.

Com essa tecnologia, o Paraná avança na prática da agricultura orgânica e do desenvolvimento sustentável, disse Bianchini. Para o secretário, a utilização do bambu, um insumo disponível na propriedade, é uma das principais características da agricultura moderna e agroecológica, onde os insumos devem ser reciclados pelo próprio produtor.

Segundo Bianchini, dos 4.800 agricultores orgânicos no Paraná, “cerca de dois mil produtores, que cultivam hortaliças e frutas, serão beneficiados com essa tecnologia”, prevê.

Para o secretário Rasca, o produtor tem que fazer sua opção. “Se quiser agregar valor à sua produção e manter conservado o meio ambiente, ele precisa aderir a tecnologias inovadoras e acessíveis como essa estufa com estrutura de bambu. São soluções inteligentes, que permitem a geração de renda para o agricultor a custo baixo, mas que também protege o meio ambiente. É isso que precisamos”, destacou.

Para o produtor responsável pela horta do CPRA, José Luiz Araújo, a estufa de bambu é tão eficiente na proteção dos cultivos de frutas, hortaliças e legumes quanto a estufa convencional. “Aqui cultivamos brócolis, repolho, couve chinesa, abobrinha, pepino, tudo orgânico e da melhor qualidade, sem nenhuma aplicação de produto químico”, disse o agricultor.

Fonte: http://www.bemparana.com.br/

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