Empresa do RN lança projeto de construção de casas com garrafa pet

Projeto já construiu 40 casas no Brasil e um prédio de cinco andares em Petrolina, Pernambuco.

O uso das garrafas pet em todo o Brasil tem mudado com o passar dos anos. As “descartáveis” como são conhecidas são para algumas pessoas apenas embalagens de bebidas que após uso, tornam-se lixo, enquanto para outras são usadas como material para vassouras, luminárias e até como insumos na construção civil.

Como parte dos elementos usados na construção civil, as garrafas pet tem sido utilizadas em projetos como o de construção de 40 casas no Brasil e um prédio de cinco andares em Petrolina.

O idealizador do projeto, Antônio Duarte Gomes trabalha com o projeto há oito anos e conta como são feitas as casas. “A nossa proposta é abrir espaço no mercado de construção civil para a ecoconstrução e minimizar os problemas ambientais causados pelo acúmulo de lixo, além de tornar a construção mais barata já que não utilizamos todos os materiais da construção comum”, conta.

O baixo custo da produção ecológico é apontado como diferencial da construção com lixo eletrônico e garrafas pet é o baixo custo, já que o valor do metro quadrado custa R$ 400 enquanto a construção no mercado é de R$ 600.

A rapidez na construção das casas com garrafas pet também é alvo de comentários entre os construtores já que após o término dos experimentos, fica evidente a eficácia da construção no sentido de diminuir o custo de uma casa popular, como também sua rápida construção. “Os blocos podem ser utilizados com uma alternativa para famílias de baixa renda, além de representar uma alternativa para o aproveitamento de um material que é de fácil acesso e pode ser reciclável”, justifica.

Apontada como uma solução para o déficit habitacional, a construção ecológica feita através de materiais recicláveis é uma das soluções para o mercado.

As garrafas pet são usadas também na confecção de itens de vestuário, como as  camisas da seleção brasileira de futebol. “A garrafa pet passou a ser usada com diferentes finalidades, passando de vilã à mocinha”, comentou.

Antônio trabalha em parceria com as cooperativas de catadores de lixo que vendem o material reciclável para a empresa. “O custo da nossa construção é mais barato do que o método convencional e as casas ficam mais ventiladas, com conforto térmico e acústico”, defende o construtor.

Durante a construção, são usadas 21 garrafas por metro quadrado. O projeto das casas ecológicas será apresentado na Festa do Boi deste ano.

 

Lixo eletrônico

O lixo eletrônico – pilhas, teclados de computadores e até partes do monitor –  também faz parte da construção ecológica das casas. “Tudo moído e misturado ao cimento junto com a areia que se torna um material resistente para a construção civil”, conta.

A proposta ecológica da construção reutiliza os resíduo sólidos também das construções como resto de obra, resto de brita e concreto quebrado que são usados principalmente no acabamento de paredes.

Agradecemos e parabenizamos o amigo Antonio Duarte que nos enviou o resultado do seu trabalho. Esperamos que essa pesquisa continue e atraia novos pesquisadores.

Marília Rocha – http://nominuto.com/noticias/cidades/empresa-do-rn-lanca-projeto-de-construcao-de-casas-com-garrafa-pet/102145/

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