Cerca de 3 bilhões de pessoas moram ou trabalham em casas de barro. A terra batida já é conhecida por ser uma alternativa de construção barata e inteligente há séculos e não apenas as comunidades mais pobres de áreas rurais se beneficiariam dessa técnica tão econômica quanto eficaz.

A bioconstrução, assim chamada por designers dispostos a investir em uma proposta sustentável, resgata esse material já conhecido, que se molda perfeitamente às necessidades do futuro sustentável do planeta. O barro propicia que a umidade seja mantida em níveis ideais, tanto no inverno quanto no verão. Ninguém precisa ficar refém do ar-condicionado e, portanto, o consumo de energia pode baixar. Além disso, possibilita a auto construção, uma vez que não depende de ser transportado de um lado para o outro, como o cimento. Basta terra, água e o trabalho das mãos para moldar o barro e garantir a resistência desse “concreto verde”.

Arquitetos contemporâneos e ecoconstrutores estão, agora, procurando grupos étnicos para aprender como é que se pode trabalhar com o material, como no caso do povo musgum, de Camarões, cujas casas são erguidas com simplicidade quase orgânica, de curvas, ranhuras e telhados cônicos. Os veios externos ainda contribuem para o escoamento da água da chuva. Uma técnica antiga que aponta novos caminhos para a arquitetura moderna.

 

Fonte: Lívia Lisbôa, Vida Simples

 

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