Parece que o sonho Americano está cada dia menor…

pelo menos no que se refere ao tamanho da casa dos moradores do país mais consumista do planeta. Segundo uma enquete feita pelo Instituto Americano de Arquitetos, 57% dos profissionais da área notaram uma redução do tamanho das residências em 2010 – 44% a mais que em 2005, quando tamanho ainda era documento e as mega mansões ainda eram consideradas um bom investimento.

Quem também reforça a tese é a Associação Nacional de Construtoras dos EUA, que afirmou que o tamanho médio das casas caiu para 133 metros quadrados em 2009, 30 metro quadrados a menos que em 2007. Os dados apontam para uma tendência que ganha cada dia mais força no país conhecido pela idolatria à grandiosidade: casas menores e mais eficientes.

“Passamos por uma espécie de período barroco, com uma obsessão pela grandeza”, disse em entrevista ao jornal The New York Times, Alan Koch, diretor da Koch Taalman Arquitetura em Los Angeles. “Eu acho que a histeria do ‘quanto mais, melhor’ está diminuindo”, afirmou.

Assim, em vez de casas grandes e luxuosas, os americanos estão migrando para residências pequenas e simples, com apenas o essencial. E para tornar a vida nesses espaços mais agradáveis e eficientes, os arquitetos recorrem para ambientes multiusos, janelas e varandas amplas para maximizar a vista, pé direito alto, luz solar direta e uso de materiais que aumentam a ilusão de espaço, como espelhos e vidro.

“Menos é mais” como um estilo de vida

A mudança na escolha da casa reflete uma transformação no comportamento de uma forma mais ampla, dizem os especialistas. Para Stuart Hill, principal arquiteto da Apparatus, os clients não querem apenas economizar dinheiro, e sim adotar um novo estilo de vida. “Nos anos 1990, todos os meus clientes dirigiam Land Rovers, e hoje eles tem Prius”, afirmou.

Para viver em casas tão pequenas, os moradores precisam adaptar seus estilos de vida, já que não há espaço para o desnecessário. Para o empresário Alan Koch, o ambiente minimalista ajuda a aproximar os moradores da natureza (e de si mesmos) e os obriga a limitarem seus estilos de vida ao estritamente essencial, além de permitir que invistam em objetos especiais, e com melhor qualidade.

“Isso te dá a chance de ter um novo começo”, disse o empresário também em entrevista ao New York Times. Junto com uma sócia, Koch criou uma empresa especializada em mini-casas feitas com materiais reciclados, e que já vem com painéis solares instalados.

por Redação EcoD

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